Em qualquer empresa as competências de comunicação sempre se destacam com eternos pontos de melhoria. Comunicar-se verbalmente e por escrito com os acionistas, clientes, fornecedores, parceiros, superiores e subordinados de forma eficaz são atributos indispensáveis em qualquer organização, logo o domínio do idioma torna-se um trunfo no ambiente corporativo.

Trunfo ampliado quando se vai além do idioma nativo, ou seja, o domínio de outro idioma é mais do que um atributo pessoal é uma variável determinante na avaliação de “quanto vale” um profissional.

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E quanto vale um profissional fluente em um ou mais idiomas? A Pesquisa Salarial Catho identificou esse valor.

A Catho, uma das maiores empresas de recrutamento e vagas do Brasil, realiza a sua Pesquisa Salarial e de Benefícios On-line desde janeiro de 2000. No último ano esta pesquisa coletou nos meses de fevereiro, junho e outubro informações salariais de aproximadamente 120.000 profissionais de todo o país, envolvendo diferentes segmentos do mercado nacional e abrangendo todos os níveis organizacionais, bem como o seu nível de fluência na Língua Inglesa e Espanhola.

A pesquisa levantou o nível de domínio dos profissionais no idioma inglês e espanhol, e constatou diferenças salariais significativas.

Na alta direção das empresas (diretores e presidentes), a diferença salarial entre os executivos que falam fluentemente inglês para aqueles que não falam é em média 52%. Diferenças significativas também foram constatadas entre os níveis gerenciais (23%), supervisão média (44%) e profissionais especializados com curso superior (47%).

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Para o idioma espanhol as diferenças salariais entre os pesquisados também foram significativas, como mostra a tabela abaixo:

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Para diretores e presidentes, a diferença salarial entre os executivos que falam fluentemente espanhol para aqueles que não falam é em média 34%. Diferenças significativas também foram constatadas entre os níveis gerenciais (12%), supervisão média (26%) e profissionais especializados com curso superior (31%).

Uma consideração importante detectada pela pesquisa é a menor diferença percentual de salários entre os “Gerentes”, tanto no idioma inglês quanto para o espanhol, a porcentagem de gerentes que falam fluentemente algum dos idiomas é muito superior aos demais níveis.

Por exemplo, apenas 24% de todos os diretores falam o idioma inglês ou espanhol fluentemente, contra 58% dos gerentes, ou seja, entre os gerentes o domínio das línguas é mais generalizado, diminuindo assim a diferença salarial entre os profissionais. Na tabela abaixo temos o percentual por nível de cargo.

Os níveis intermediários de conhecimento da língua também foram levantados pela pesquisa, e os resultados também indicaram diferenças salariais proporcionais.

A pesquisa também identificou profissionais que tem fluência verbal e escrita nos dois idiomas pesquisados e o resultado foi surpreendente: os diretores de empresa que falam e escrevem fluentemente o inglês e o espanhol recebem em média salários 68% acima daqueles que não tem domínio algum de nenhuma das línguas.

Muitas empresas exigem hoje de seus executivos e profissionais o domínio de um segundo ou mesmo de um terceiro idioma. Mas não se esqueçam, existe um pressuposto fundamental: domine perfeitamente o “primeiro” idioma, o português.

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